Eu fui para a internet para fugir do capitalismo. O mundo virtual é um mar de possibilidades. É fácil criar, modificar e excluir dados. Tenho acesso a milhares de recursos que eu não teria seguindo as regras do capitalismo. Não preciso de papel e caneta para escrever, não preciso de borracha para apagar. Aqui nada é preciso, e tudo é possível.
terça-feira, 15 de junho de 2021
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O que eu quero?
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Aqueles tempos que não voltam
Houve uma época em que eu era livre. Ainda sou livre, sim, mas em um sentido mais comportado, dentro das regras repreensoras estabelecidas por nossa sociedade. Eu sou livre mas não me sinto assim. A liberdade perdida a que me referi era a liberdade de fazer o que eu queria na hora em que eu queria do jeito que eu queria, e ter a certeza de que no dia seguinte eu poderia encarar qualquer desafio e logo após fazer tudo aquilo denovo e mais ainda. E a pior parte é que eu não fui forçado a ser assim, apenas "aconteceu". Eu me divertia todo dia, voltava tarde para casa, chegava bêbado e me jogava na cama sem me preocupar com o dia de amanhã. Não me entenda mal, eu tinha reponsabilidades, mas eu conseguia aproveitar a vida mesmo nessas condições. E agora? Me vejo em casa em uma puta sexta-feira, indo dormir cedo, vestindo camisetas pólo listradas e brigando no tapa com meus gatos pelo meu prato de comida. Que vida é essa? Eu me olho no espelho e não me reconheço. Eu não sou eu, sou apenas mais um no meio dessa sociedade de fast-foods e cartões de crédito. Eu era conhecido por todos, estava em todos os lugares, e era independente. Ainda não devo satisfação pra ninguém, mas me vejo preso aos costumes e deveres que eu mesmo me impus. Quem sou eu? Não sou mais aquele cara do qual eu me orgulhava. Tenho vergonha de mim mesmo. Se eu ao menos soubesse em qual ponto minha vida tomou esse rumo, talvez entenderia, e aceitasse. Ou até mesmo conseguiria mudar. Ser alguém mais condizente com o que eu deveria ser. Mas não sei para onde ir. Nunca soube. Mas isso me cabia bem, agora não mais. Preciso. Antes não. Antes tudo eu apenas queria, e conseguia. Acho que estou ficando velho.
domingo, 17 de julho de 2011
Carpe Diem, Hakuna Matata. Chame do que quiser. Meu título? "Fórmula para a felicidade".
A vida nada mais é do que um grande parque de diversões. Quando fazes o que mais desejas alcanças o júbilo supremo, e o universo conspira para o seu sucesso. As consequências? Fodam-se elas. Se manifestarão apenas no dia de amanhã; isso se elas se manifestarem. Tudo o que importa é o presente momento. Vivemos em uma grande loteria. Faça agora, se ocupe depois.
domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Uma tarde qualquer
Uma caneca psicodélica, um rock das antigas, amigos para conversar. São coisas simples assim que tornam uma tarde normal em uma tarde tão agradável.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sobre semáforos, lugares e criatividade
A alguns dias atrás estava dirigindo minha moto quando parei em um sinal vermelho. Esperando aquela luz se apagar para dar lugar a outra percebi que era a primeira vez que parava naquele sinaleiro em específico. Com isso comecei a pensar sobre como existem lugares em que nunca estivemos, até mesmo dentro de nossas próprias casas. E como às vezes passamos todos os dias pelo mesmo lugar sem o notar, sem parar para observar o que o ambiente em que estamos tem a nos oferecer. Às vezes, temos um mundo inteiro de oportunidades bem ao nosso lado e nem mesmo percebemos. Eu sei que pode parecer clichê, mas citando um livro que li: “Não é só porque é clichê que significa que não é verdade.” Fico imaginando quantas oportunidades não perdi por estar distraído ou por não dar a devida atenção a alguma coisa...
Interessante também é a forma como a concentração e a imaginação não conseguem coexistir. Meus momentos mais criativos são justamente durante tarefas rotineiras, como por exemplo no banho, ao dirigir, durante as refeições... Quando executando alguma tarefa que exige concentração muitas vezes não consigo encontrar solução para um problema que surgir no cumprimento da mesma. Nesses momentos, suspendo o que estou a fazer e me ponho a andar sem rumo. Geralmente volto com a solução pronta, sem ter que pensar no problema.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sobre a inconstância da internet
É impressionante como é difícil encontrar a mesma coisa duas vezes na internet. Uma vez vi uma imagem na busca do google. Ela não tinha nada a ver com minha pesquisa, mas agora ela se encaixaria perfeitamente como imagem do título deste blog. Tentei desesperadamente encontrá-la novamente, mas já que não me lembro do que tinha buscado naquele dia não consigo. Me arrependo de não ter salvo a imagem quando a vi. A partir de agora salvarei em meu pc toda imagem interessante que ver na internet para possível uso futuro. Mesmo assim ainda tenho esperanças de achar aquela imagem...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Satisfação e duração: duas grandezas inversamente proporcionais
Esse pensamento foi o grande culpado da minha entrada nesse mundo de “blogueiro”. Enquanto refletia sobre o assunto e formulava um discurso em minha mente foi surgindo uma vontade de colocá-lo em um blog. Mas eis que surge o problema: eu não tinha um blog. E como uma coisa puxa a outra comecei a considerar a criação de um. Mas sobre isso já falei o suficiente, vamos ao real assunto:
“O que é bom dura pouco”
Quem nunca ouviu ou nem mesmo proferiu essa célebre frase? Pois então, ela não é dita com tanta frequencia sem motivo. Mas será que o correto não seria o inverso? “É bom o que dura pouco”? É uma relação estranha, mas real. Quanto mais durador é algo, menos prazeroso. Acredito que isso se deva à dependência de novidades que o ser humano tem. Depois de um tempo, o que era novidade passa a ser desvalorizado e a excitação inicial desaparece. Exemplo disso é quando se compra um jogo novo. Nos primeiros dias não queremos saber de nada a não ser o novo jogo, mas depois de um tempo ele já perde a graça e fica entediante. Assim é com tudo na vida, inclusive nas relações sociais. Minhas relações amorosas mais emocionantes, mais intensas foram justamente as menos duradoras, coisa de alguns dias, no máximo uns dois meses, enquanto a que mais durou foi justamente aquela em que eu nem mesmo gostava da garota.
E agora você, leitor, me pergunta: “Mas e aqueles casais que vivem felizes por tanto tempo?” Essa duração de um relacionamento só é possível quando uma das partes faz com que a relação não perca aquele “gostinho de novidade”. E como isso? Muitos passam por um certo padrão, onde quando a relação começa a ficar entediante eles “avançam uma casa”. Por exemplo, se o casal ainda não tiver tido relações sexuais, passam a tê-la. Se são apenas namorados, se casam. Se ainda não têm filhos, fazem um. Mas uma relação só será bem sucedida se esse padrão apenas for seguido em último caso. Como já disse, para manter a satisfação de ambos cada dia deve ser uma novidade. E para isso devemos recorrer à criatividade inerente de todo ser humano.
