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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

The only way up is down.

The only way in is out.

The only way ahead is back.

So let's give our hands and count.

Forward slash backward.

From 1 two 3.

321.

terça-feira, 28 de março de 2023

No início eu queria ser tudo

Mas o tempo chegou
e disse que eu não podia ser tudo
ao mesmo tempo
 
Pois era um

Então de um
Se fez dois

E de cada dois mais um

E assim um se tornou muitos
e muitos se tornaram tudo

segunda-feira, 28 de março de 2022

Se eu morrer

Se eu morrer
Não culpe as drogas
Não culpe a música
Não culpe os jogos

Se eu morrer
Será por excesso de trabalho
Falta de lazer
Solidão

Se eu morrer
Quero ser enterrado no meio do mato
Longe de tudo e de todos
Sem caixão nem nada

Quero sentir meu corpo dissolver na terra
Meus ossos se tornarem habitat

Se eu morrer
Será por não ter amado
E ser amado

Será por ter deixado de viver

Ora pois,
O que é a morte se não a ausência de vida?

E é

Só se morre quando se pára de viver.

E o que é viver então?

Viver é ser.
Estar.
Sentir.
Pensar.
É estar aqui, e não lá

Só se vive quem está presente
Quem faltou não está aqui
Mas está

Um buraco

Sentimos o vazio

Buscamos preenchê-lo

Colocar ali o que antes esteve

Na marca deixada
Uma sombra do que já não é mais

Mas é
E sempre será
Porque o que um dia foi
Nunca o deixará de ser

Rafael.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Alive

I was asleep.
Numb to the world.
Then something happened.
You happened.
Now I'm wide awake.
Awake to this world.

I look around everywhere I go.
I feel anxious at each step.
I hope that our eyes will meet each other.
I will smile. And you will smile back.

This smile of yours,
So sweet and so curious.
Those eyes that sucks me in,
So blue and so deep.
I'm addicted to you,
And I know you are to me.

I fear that we will not meet again.
But no matter what our future will be,
I want you to know:
You made me feel alive again.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Contramão

Coração irracional,
que se entrega àqueles que lhe apedrejam.

Coração tolo,
que não sabe dizer não.

Enquanto a mente lhe mostra um caminho,
se fecha e decide pelo rumo oposto.

Por que corre atrás daqueles que só lhe querem mal
e foge daqueles que lhe querem bem?

Coração ferido,
por amar demais.

Coração em prantos,
por só escolher errado.

Faz de tudo para não sofrer,
e isso só lhe traz miséria.

Seria o coração o verdadeiro vilão?
Ou apenas mais uma vítima da razão?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um sorriso frouxo que esconde a verdade
Nenhuma lágrima

No interior um rio de emoções
Contido pelas margens
Mais resistentes a cada enchente

Um desmoronamento
A terra que cai esmaga seu coração
A cada palavra dita uma dor mais aguda

E o rio vai enchendo
Ameaça transbordar
Mas ele já perdeu essa capacidade a tempos

Inquieto, mas contido
Sua vontade era que transbordasse sim
Destruísse tudo
E levasse consigo toda essa agonia

terça-feira, 11 de junho de 2013

Caindo. Despencando em um abismo sem fim. Meu corpo parece imóvel enquanto as pedras passam apressadas por mim. Elas se aproximam. O espaço vai se fechando à minha volta. Meu cárcere, agora imóvel, é macio ao toque. Me encontro dentro de uma esfera quente e úmida que começa a pulsar. Passo a não sentir mais nada, não vejo mais nada. A escuridão me toma e tudo o que resta é o nada. Abro os meus olhos e me vejo no meio de uma rua. As pessoas que passam apressadas por mim se vestem todas iguais, elas não tem rosto. O ar se torna pesado e me sinto sufocar. As pessoas ao meu redor não notam minha angústia. Elas estão muito ocupadas, muito apressadas. Seguem sempre em frente, alheias ao mundo ao seu redor. Não olham para trás, para o caminho que as trouxe até ali e nem para o lado, para aqueles que os acompanham. Muitos caem assim como eu, enquanto aqueles que se mantem de pé passam por cima de nós sem nunca desviar de seu caminho, sem ao menos desprender um olhar àqueles que foram deixados para trás. O mundo à minha frente começa a embaçar, e a escuridão me toma outra vez. Abro meus olhos. Estou sozinho em uma floresta. Me ponho a correr. A fraca luz do luar passa por entre as copas das árvores e ilumina poucos palmos à minha frente. Tenho medo. Não sei para onde vou. Fujo do que foi e temo o que virá. Lanço olhares rápidos para trás, mas nada consigo enxergar. Então eu corro. Corro sempre em frente sem saber o que me espera. O chão começa a se desfazer por baixo de meus pés. Meu desespero aumenta e sinto que começo a cair. Despencando em um abismo sem fim.

terça-feira, 12 de março de 2013

Palavras jogadas ao vento. Palavras estas, que em situação outra, tocariam quem as recebesse. Mas naquele contexto, naquele mar de promessas não cumpridas, asperezas e cortesias, passavam despercebidas, despidas de seu encanto. Pérolas jogadas aos porcos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Caminhava no escuro, vagando sem rumo. Seguia sempre em frente por não ter para onde voltar. Seu caminho era toruoso, sem ao menos um encosto aonde pudesse descansar. Sua vontade era de simplesmente parar, desistir de tudo e ali seu corpo abandonar. Mas prosseguia incessantemente, não por ver esperança a frente, mas por não enxergar nenhuma trilha a seguir. Ele pára. Um abismo à sua frente. Seu corpo balançando e ameaçando cair para frente. E em sua mente apenas a vontade de se deixar levar, de cair, se jogar. Acabar com aquela agonia de não saber.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Seu coração era grande demais, era o que diziam. Se apaixonava fácil e se entregava completamente a quem correspondia. Vivia cada momento como se fosse o último e era feliz pelo tempo que permitiam. Mas as pessoas têm o dom de estragarem o que é bom. E cada nova decepção levava consigo um pedaço do seu coração. Sentia um vazio se instalando silenciosamente em seu peito, mas não tinha idéia ao que estava sujeito. Seu primeiro contato com sua maldição foi em uma noite de verão. Tentando se reconciliar, levou à sua amada rosas sob a luz do luar. Mas quando o seu amor ela negou, seu presente em sua mão definhou. A partir desse dia, tudo que ele tocava morria. No começo eram apenas coisas pequenas. Flores, algumas frutas, e até mesmo o seu peixinho, que antes cuidava com tanto carinho. Tomando a devida precaução continuava sua vida sem muita preocupação. Mas infelizmente as decepções não paravam, e seu vazio apenas aumentava. Seu problema cresceu até que um dia por suas mãos seu cachorro morreu. Decidiu se isolar, e a todos começou a afastar. Mas como de nada nessa vida podemos escapar, o amor novamente conseguiu o encontrar. Se convenceu de que com ela diferente seria, e que a felicidade finalmente encontraria. Viveram momentos maravilhosos juntos, tudo era perfeito enquanto estavam em conjunto. Um dia, na intenção de lhe fazer uma surpresa, preparou um jantar e ficou esperando na mesa. Ela, que por nada esperava, chegou em casa com outro que a carregava. Ele, diante de tanto enjeito, sentiu uma dor dilacerante atravessando o seu peito. Levantou-se, e sem mesmo bradar, o outro se pôs a expulsar. Agora sozinhos, virou para a moça, e nela bateu com força. Ao lhe encostar pra tentar explicar seu corpo começou a murchar. Não parou de emagrecer até seu osso aparecer. E quando nele ela tentou segurar sua pele começou a desabar. Enquanto ela agonizava de dor ele observava com terror e o que antes era a sua amada agora não passava de uma ossada. Destruído pelo que havia feito novamente se isolou, agora em seu leito. Ali permaneceu, sem nenhum tipo de alimento, apenas na espera de seu último lamento. Passou seus últimos dias se culpando por aquele dom que o estava assombrando. Fechou os olhos e se deixou levar pra onde a paz pudesse enfim encontrar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010


Todo dia uma placa passa por mim, deixando apenas a vontade de me desviar e deixar pra decidir só depois se paro logo ali ou se sigo um pouco mais além.

domingo, 27 de junho de 2010

E de repente, aquele que era o refúgio do que não sabia o que ser, se tornou o domínio daquele que já não mais o quer ser.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Deitado com você, olhando as estrelas, longe de tudo e de todos, me esqueço do resto do mundo. Para mim tudo se resume a esse momento. Nada mais importa.



Com você, viajaria o mundo. Apenas nós dois e a paisagem passando apressada do nosso lado. Pararíamos em algum lugar qualquer, nos deitaríamos debaixo de uma árvore enquanto o vento sopra as folhas sobre nós.



Se lembra de quando saíamos com o pessoal e depois de várias doses nos púnhamos a andar sem rumo pela cidade? Eu falando sem parar, rindo de minhas próprias piadas sem graça, lutando para me equilibrar e você tendo que me aguentar. E depois de horas passadas a sós voltávamos para casa como se não o tivéssemos feito. E de certa forma não o havíamos. Pois nossos momentos juntos são apenas nossos. Nessas horas o resto do mundo se torna o que ele relamente é: resto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Fito aquelas imagens

Olho mas não vejo

Luto contra

Aquiesço


Logo meu corpo já não me pertence

Passo a ser um estranho a mim mesmo


E aquelas imagens,

antes tão nítidas,

aos poucos desaparecem


As vozes,

antes tão altas e irritantes,

vão sumindo

E junto delas vou-me esvanecendo


Se antes existia o mundo

agora existo eu


Pensamentos

Minha existência resume-se a eles

Vou a todos os lugares no mesmo instante

e retorno


Uma voz

Resquício do que deixei para trás

E à medida que aquela voz se aproxima

esse mundo de desfaz


Tudo aquilo que antes desaparecera

agora surge em um clarão


Estou de volta

Contra minha vontade

De volta a este mundo ao qual não pertenço

Vivendo uma vida que não é minha

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Olhando para cima

Imerso em pensamentos

Flutuando sobre a água

À deriva das ondas


Me deixo levar

Nessa rotina infindável

Apenas seguindo a maré

Me esqueço quem era eu


Já não quero mais boiar

Quero ter o controle

Dar rumo à minha vida

O que quero é surfar


Me ponho em movimento

Nado alguns metros e paro

Não vejo nada além de água

Então volto a pensar


Olhando para cima

Flutuando sobre a água

Já não quero mais boiar

O que quero é surfar

Controle